XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira

Territórios sem Fronteira

Entre 18 de julho e 30 de dezembro de 2026, a XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira, sob o mote “Territórios sem Fronteira”, propõe uma reflexão sobre a fronteira enquanto construção geográfica, política, social, mental e simbólica. Num tempo marcado por fluxos migratórios, tensões geopolíticas e pela crescente presença da Inteligência Artificial no quotidiano, a Bienal convoca a arte contemporânea a pensar os modos como habitamos, atravessamos e imaginamos o mundo. Partindo da condição transfronteiriça de Vila Nova de Cerveira e da sua ligação à Galiza, esta edição resulta da síntese do trabalho desenvolvido ao longo do biénio 2025–2026.

A programação articula a escala local com uma forte dimensão internacional, integrando os ciclos Transbordo, dedicado às cidades convidadas de Santiago de Compostela e Luanda, e A-SALTO, desenvolvido por curadores convidados a partir da Coleção do Museu Bienal de Cerveira, bem como laboratórios de cidadania, investigação académica e um programa estruturante de residências artísticas e de participação comunitária. Desenvolvido em articulação com as freguesias do concelho, este programa promove a circulação de artistas, saberes e experiências entre diferentes contextos e comunidades.

No núcleo central da XXIV BIAC destacam-se a exposição do Concurso Internacional, que reúne uma seleção de artistas de diferentes geografias através de uma convocatória internacional aberta, e a exposição ¿De qué casa eres?, com curadoria de Mafalda Santos e Manuel Santos Maia. Reunindo artistas de diferentes gerações, a mostra coloca em diálogo obras contemporâneas com peças da Coleção do Museu Bienal de Cerveira e de empréstimos institucionais e particulares, refletindo sobre pertença, deslocação e identidade.

A edição integra ainda uma exposição de homenagem a Silvestre Pestana, projetos curatoriais convidados, um Ciclo de Conferências Internacionais e um programa paralelo dedicado à performance e ao cinema.

Desde 1978, a Bienal Internacional de Arte de Cerveira afirma-se como um lugar de encontro entre artistas, territórios e comunidades, promovendo a criação contemporânea, o intercâmbio internacional e a descentralização cultural em Portugal.

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